Tudo começou em novembro de 1988... Num encontro entre dois jovens estudantes numa sala de aula, estava apenas começando um sonho despretensioso que mais tarde se transformaria numa verdadeira missão. Bem ali, nascia a semente do Grupo Shekynah.
De vez em quando, nessa sala de aula, os dois jovens cantarolavam e um descobriu que a outra também cantava e que tinham um gosto musical em comum; daí surgiu a vontade de fazer um dueto para apresentar na igreja local. Entretanto, a jovem teve a idéia de convidar seus dois irmãos para enriquecer a tal apresentação no culto de mocidade. Não deu outra: a química foi perfeita e depois desse dia nunca mais deixaram de se apresentar. O nome "Shekynah" – palavra hebraica que explicita a presença da Glória de Deus, lá em Isaias 6; ou ainda, dito de outra forma, significa a Glória de Deus manifesta, – foi um ‘presente’ dado pelo Pr. Ednaldo, presbiteriano, que sempre gostara da sonoridade do nome e do significado. Quando interpelado por Jacy a respeito de qual nome daria para o incipiente quarteto que se apresentaria naquele fim de semana e ainda não tinha sequer um nome, o Pr. Ednaldo foi imediato: Shekynah! Imediata também foi a aceitação por parte de todos os componentes e também do público.
Hoje a palavra já está mais difundida, mas naquela época, sempre que o Shekynah tinha uma apresentação, havia alguma brincadeira em torno do nome.
Desde o começo a visão do que eles tinham pra fazer era bem clara: levar às pessoas aflitas a Palavra reconfortante e modificadora do Evangelho, por meio de canções. A harmonia daqueles adolescentes impressionava a todos por onde passavam e até dentro dos ônibus eles iam cantar e dizer que o mundo só será feliz com Jesus. Naquela época, qualquer lugar servia pra ensaiar até mesmo paradas de ônibus. E foi numa dessas paradas que encontraram um homem sentado no banco, calado e com olhar perdido. Enquanto o Shekynah cantava que "Deus nos ajuda sempre e nos chama seus filhos", uma canção do Grupo Prisma Brasil, aquele homem chorava como uma criança. Ele disse que estava ali esperando um ônibus que o levaria para casa onde daria fim à sua vida por não encontrar mais sentido algum. Disse ainda que ao ouvir aquela música cantada por aqueles meninos sentiu que Deus estava olhando pra ele e falando com ele. Sentindo-se melhor decidiu que queria entregar sua vida a Jesus. Foi ali mesmo. Oraram juntos e só então o ônibus chegou.
Essas experiências ratificaram o tipo de chamado: evangelização. E eles nunca mais pararam. Até hoje, de uma forma ou de outra, sempre aproveitam as oportunidades para dizer que Jesus faz a diferença em nossas vidas.